domingo, 13 de março de 2011

Os Maias

Máscara Maia
Templo Pirâmidal de "El Castillo", pirâmide de Kukulkan ou Templo de Kukulkan
Os Maias foram um povo, cuja origem remontam, meados do III milênio a.C. Vieram, das regiões setentrionais da América (continente Americano), aonde hoje é os Estados Unidos da América, se estabeleceram, na Mesoamérica (América Central), desenvolveram uma avançada civilização, que desenvolveram uma escrita hieroglífica (único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo), no caso a dos a escrita do Egito Antigo, pela sua arte, arquitetura, matemática e  sistemas astronômicos, exímios astrônomos, após o colapso dos reinos maias do sul, chichén Iztá (uma cidade construída pela  civilização maia-tolteca), foi erguido um Observatório Astronômico, não sei como os maias chamavam, mas os espanhóis, ao ver o edifico, o chamaram de El caracol, o  " O caracol", isso, porque o teto da torre abobada do Observatório Astronômico, parecia uma concha de caracol. eles se localizavam, aonde hoje é a atuais:
 
Guatemala
Sul do México (península de Iucatã) 
 El Salvador
Belize
Honduras

eles estudavam, a lua, o solstício de verão, e de Inverno, apenas, o planeta Vênus com instrumentos rudimentares, algo assombroso, para os padrões atuais, até porque a precisão era perfeita, tinha 3 calendários, ficaram famosos por construir templos-piramidais, o mais famoso foi de "El castillo" ou "O castelo",  ou Templo de Kukulkan foi construído pelos maias itzaés, na antiga cidade de Chichen Itzá, no território pertencente ao estado mexicano de  Iucatã. Seu desenho tem uma forma geométrica pirâmidal, com nove níveis ou  patamares, quatro fachadas, cada um  com uma escadaria central. Nesse edifício, na época em que funcionava, ela realizado o culto ao deus maia Kukulkan  ("serpente emplumada", na língua maia) 
Conta também com motivos que simbolizam os números mais importantes utilizados no calendário Haab (calendário solar agrícola), o calendário Tzolkin (calendário sagrado) e a roda calendárica. Cada uma das suas faces alinha-se com um dos pontos cardeais, e os 52 painéis esculpidos na suas paredes referem os 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo, segundo a tradição maia.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"Brasil" no ano 1000

Desenho, reconstituindo, a provável aparência das civilizações da Bacia da Amazônia, no ano 1000.  

Mapa mostrando, a distribuição das primeiras civilizações da Bacia da Amazônia


No ano 1000, de nossa era, o atual território brasileiro, era muito diferente dos tempos contemporâneos, por exemplo o estado da Amazônia, era habita por um grande numero de indígenas, os índios não eram muito diferentes do que os ibéricos encontraram no século XVI, aqui na América do Sul, andavam nus, pintavam o corpo, as principais atividades eram : a pesca, a caça e a coleta, a embarcação favorita era a famigerada canoa, eram povos caçadores-coletores, e a principal "indústria" indígena, era a  de Olaria, cujo os principais destaques são a Tapajônica e a mais famosa a Majoara, moravam, em  cabanas de madeira e teto de palha, como na ilustração, porém eram nômades, migravam de um local ao outro com frequência, diferente dos índios do século XVI, que tinha um caráter mais sedentário, e viviam em aldeias, com 8 ocas (aproximadamente). Enquanto, a Europa  estava na Idade Média Plena ou Clássica (século XI-XIII), as "civilizações" amazônicas floresciam culturalmente.  Contemporâneos dos Maias, se tornaram um povo sofisticado, que agora historiadores, arqueólogos e  especialistas começam a descobrir e desvendar. A mil anos atrás a Amazônia brasileira, era diferente de hoje! primeiro, não haveria grandes áreas desmatadas, e ocupada por pastagens para o gado, encontraríamos, aldeias, fortificadas com paliçadas em volta da mesma. e até áreas de fazendas, para produzir culturas como milho e mandioca. Em outros locais haveria centros  cerimônias desenhados por alinhamentos de pedra dispostos em forma de circulo, em locais distantes como na Ilha de Marajó, é no Acre, por exemplo que os arqueólogos encontraram aterros para moradia e centros para rituais.

Pintura Corporal:

Pinturas sofisticas continham representações sociais como a pertencer a um determinado clã ou até mesmo a pertencer a uma ordem religiosa e também representa o  grau de poder, dentro do clã

Paliçadas:

Semelhantes as que os índios daqui do Sudeste do nosso país, durante o século XVI, na Amazônia as paliçadas, alguns continham cabeças humanas, como os tupinambás. No século XI, as paliçadas já eram feitas por índios amazônicos, feitos de troncos de árvores. Ao mesmo material que os índios do sudeste usariam no século XVI, como os Tupinambás e tupíniquins. Que os índios chamavam os grupos étnicos cuja as cabeças foram expostas em cima das paliçadas os chamava de "maracajá" , gato do mato, na língua indígena.

Aterros

Da Ilha de Marajó, até o Acre, eram construídos montículos de terra e pedaços de cerâmicas, para sustentar moradias.


Várzea do Rio

Como, no Antigo Egito, que as cheias do Nilo, permitiam, promover a agricultura, graças ao seu transbordamento das suas águas, o solo ficava riquíssimo em húmus. Aqui no atual território brasileiro, as cheias dos rios permitiam promover uma agricultura intensiva, além da pesca, que continha uma variedade de proteínas derivada de animais aquáticos.


Floresta Manejada

A destruição da floresta amazônica dos dias de hoje, é resultado da ação predatória do ser-humano, mas a mil anos atrás, arvores frutíferas ocupavam as imediações das aldeias, abertas pelo fogo.


Foi nessa época, que os geoglífos, encontrados recentemente, na Amazônia, foram feitos, ninguém sabe o que representa os desenhos. Hoje, os arqueólogos, concordam, o a Amazônia, no século XI, era densamente povoada, mas ninguém sabe, qual era o número certo de habitantes. Da Amazônia central ao Oceano atlântico, perto do qual se localizam importantes centros cerimônias, antes da catedral de nortre dame, no Reino da França, o rio amazonas se transformou na maior rede fluvial da América do Sul, e altamente ocupada. Se pudesse voltar encontraríamos, mulheres carregando em cestas de madeira, peixes, um grande numero de canoas, animais como jacaré, peixes e aves, que serviam, de alimento para os nativos amazônicos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pedra do Ingá - um enigma milenar

 Vista total do Monumento.
A Pedra do Ingá, é um monumento arqueológico, sendo considerado um dos mais importantes do mundo, localizado no munícipio do Ingá, a 96 km de João Pessoa, no estados nordestino da Paraíba, a pedra também chamada de Itacoatiara do Ingá, a palavara Itacoatiara, em língua tupi significa pedra.ninguém sabe, por quem foi, e nem porquê ! e igual a Stonehenge ou mais ou menos, isso, Stonehenge vêm  do Inglês antigo ou arcaico "Stan" - pedra  e "hencg" - eixo. È um monumento megalítico da Idade do Bronze, localizado na planície de Salisburypróximo a Amesbury, no condado de Wiltshire, no Sul da Inglaterra. Ninguém sabe, quem construiu, o propósito, de Stonehenge, segundo especialistas, seria um antigo Observatório Astronômico, o mesmo ocorre a Pedra do Ingá, Trata-se de um conjunto de pedras, onde há inscrições cujo significado são desconhecidos, as origens que são apontadas são que ela seria de origem fenícia, porém eu discordo disso, pois, não há comprovação científica que os fenícios, chegaram aqui nas Américas. Mas provavelmente feitos por índios que habitavam o atual Estado da Paraíba. Nessas pedras, estão esculpidas várias figuras diversas, representando animais, frutas, humanos, constelações e até a Via Láctea. A pedra constitui-se em formação de Gnaissse. Outra hipótese, e que a pedra foi criada durante os século XVIII (18) (1701-1800), por Índios que viviam, naquela região.

Machu Picchu - a cidade perdida dos Andes



Machu Picchu, é uma cidade Pré- colombiana a 2400 metros de altura, as ruínas da cidade foi vista pela primeira vez  em 1865 pela naturalista Italiano Antonio Raimondi, passou próximo as ruínas sem saber sua existência e escreveu e quão despovoada era a região. Em 1867, um empresário alemão chamado Augusto Berns, não só descobriu como montou uma empresa de mineração. Mas só foi em 1911 que o  professor norte-americano Hiram Bingham, a frente da uma expedição da Universidade de Yale descobriu e divulgou ao mundo a existência de Machu Picchu, em 24 de julho de 1911. Ninguém sabe o que era a cidade muito se discute qual o seu proposito e porque foi construído em um lugar tão alto. Alguns afirmam que foi um posto militar, outros dizem que um refúgio religioso, para a Corte e o próprio Sapa Inca, a verdade que podeter sido uma cidade, um centro  religioso, pois foi encontra um Templo de pedra dedicado ao deus sol
(Templo do Sol)  ou em Quíchua "Apu Inti" o servidor de Viracocha" (para os incas, o deus supremo, que criou tudo, o universo, os planetas e as estrelas), quanto a arquiteta da cidade, não era muito bela,  a cidade, as casas, eram feitas de pedra e os telhados eram feitos de palha, havia um calendário solar que em quíchua se escreve Intihuatana, ou seja do quíchua "lugar aonde se amarra o sol", é uma estrutura em pedra de duas escadarias, e foi concebido para se alinhar as estrelas e ao sol. é um estrutura sagrada para os incas, pois se ligava a Apu inti.  Algumas outras teorias dizem que pode ser uma cidade para controlar as regiões do Império Inca (Tawantynsuyu). Foi concebido por Pachacuti. O  local é símbolo do Império Inca, a duas áreas principais:

a) uma zona agrícola

b) uma zona de templos sagrados e casas


Zona Agrícola:
Na zona agrícola, foram encontrados terraços em forma de balanço para cultivo ou seja executar a agricultura,  que na prática é uma "escadaria" em ladeira, são estruturas construída a partir de um muro e preenchidas com  diversos tipos de materiais (pedras grandes, medias, pequenas, cascalhos, argila e terra de cultivo), assim como na região chove muito a água da chuva, danificava, as plantações, mas esse sistema de agricultura, evita não a manutenção das fazendas mas das edificações que constituam a cidade.






Espártaco - o gladiador rebelde

                                           Kirk Douglas como Espartaco (1960), de Kubrick 

Espártaco, que nasceu em 120 a.C, na Trácia, pouco se sabe, sobre a sua vida antes de se rebelar contra a República Romana em 73 a.C, mas segundo Plutarco Espártaco, se revoltou pelos maus-tratos recebidos pelos Lanistas. Se revoltou e armados com facas de cozinhas matam seus instrutores. fugindo no caminho encontram algumas carroças com equipamentos (armas e armaduras) para gladiadores, eles matam os guardas que conduziam as carroças e roubam o equipamento e com um pequeno grupo de 78 homens  fogem, o ano era 73 a.C, a República Romana, esta chegando ao fim. Faltava 46 anos, para a fundação do Império Romano no dia 16 de janeiro de 27 a.C, quando Senado romano, vota a favor para que Otávio se torne o primeiro imperador romano, mas isso é uma outra história. Mas voltando, os rebeldes  ao fugirem, capturam a guarnição de cápua, em seguida Roma, toma uma providência a respeito dos gladiadores envia um exército de 3 mil homens, mas eram inexperientes, e Espártaco massacra  os homens do pretor clódio. Uma outra expedição é enviada para brecar os homens de Espartaco, Roma envia um comandante chamado  Públio Varínio, primeiramente derrotam em combate, um comandante chamado Fúrio, com 2 mil homens e 3 ursos  e outro comandante romano chamado Cossino,  tentou capturar Espartaco enquanto, se banhava nun lugar chamado salinas, mas não conseguiu, seus homens forma derrotados e de Varínio também, e Espartaco mandou que seus pilhassem toda a Península Itálica, o Senado Romano, inquieto em relação a Espartaco e seu homens, mandou 2 cônsules derrotar Espartaco, não só pela vergonha da República Romana ter sido derrotada várias pelos ex-gladiadores, mas pelo perigo que Península Itálica corria, como se fosse uma das mais árduas guerras a se enfrentar. O Cônsul  Lúcio Gélio Publícola, atacou de surpresas as tropas germânicas que tinha se perdido de Espártaco, que submeteu ao fio da Espada. Lêntulo, sitiou com seus homens Espartaco,  e todos que se seguiram foram vencidos. Razão pela qual  avançando pelos Alpes o pretor  e governador da Gália, Cássio, enfrentou com um  exército de 10 mil homens, mas infelizmente cássio foi derrotado, e seu exército massacrado, ao saber da notícia o Senado, retirou os dois Cônsules da guerra e convocou outro Cônsul  Marco Licínio Crasso, em 71 a.C, graças a sua reputação positiva muitos moços nobres o seguiram. Craso é assentado seu acampamento na Romanha, esperava Espartaco com duas legiões e proibiu seus homens de promover contra Espartaco uma escaramuça, Múmio, quando se viu na possibilidade de fazer alguma coisa foi derrotado, isso irritou Crasso, mas os que conseguiram fugir perderam sua armas. Craso atacou Espartaco, esse ultimo se viu obrigado a recuar para a região sul da Itália, chegando a costa encontrou alguns navios de corsários (piratas) cilícianos. No estreito de Messina. Isto o animou a ir a Sicília ; e enviar para lá 2 mil homens, para liberar os escravos que lá moravam. Crasso sabendo disso, impediu a sublevação dos escravos da Sicília, e impediu que chegassem reforços a Espártaco, Crasso mandou seu homens construir uma trincheira, mandou construir uma muralha alta e extensa, Espartaco zombou da Muralha, mas quando ordenou as seus homens a pilhagem da Ilha, foi impedido pela mesma. Espártaco, numa noite de neve espessa, e vento impetuoso, mandou encher a trincheira de cascalhos, galhos de árvore, terra e pedras e mandou que 1/3 do seu exército marchasse a nova estrada. Crasso ficou receoso que Espártaco tomasse a decisão de atacar a capital, mas após refletir e pensar sobre o assunto, chegou a conclusão que havia um desentendimento  entre Espártaco e seus homens, e que um grupo do exército dele fora acampar no lago da Lucânia, cuja a água em tempos se torna doce. Craso atacou o grupo de soldados de gladiadores, no começo estava ganhando o conflito, até aparecer de repente Espártaco com seu Exército e a luta cessou. e Crasso, que havia escrito ao Senado para chamar Lúcio da Trácia e Pompeu da Hispânia, se arrependeu de havê-lo pois a glória da conclusão da guerra recairia sobre os récem-chegados, e Crasso não queria isso, mas sim sobre ele. o Capitães Caio Caníco e Cato enviou a Crasso 6 mil homens de infantaria, sem que o inimigo soubesse, mas duas mulheres o perceberam, e um luta começou morreram 12 mil  e 300 homens de Espártaco, Perante essa derrota ele se retirou para as montanhas de Petélia, perseguindo e escaramuçando sem trégua. Porém no fim do dia, todo mundo e Espártaco, voltou a massacrar os romanos, e o tesoureiro de Crasso Escroía, ficou gravemente ferido. Ironicamente, essa vitória de Espártaco sobre os romanos, acabaria gerou sua própria ruína, encheram-se de  tamanho orgulho e audácia que não quisseram mais combater, nem aceitar as ordens de Espártaco. Era preciso, voltar depressa para a Lucânia e derrotar os romanos mais uma vez. Pompeu se aproximava, e a luta final também. Um dia Crasso mandou construir uma nova trincheira, enquanto Espártaco, chegou e começou uma luta violenta. e começaram a chegar reforços, Espártaco de viu obrigo a abrir mão de seus recursos, desceu do cavalo tirou a espada da bainha e matando o cavalo disse :



Cquote1.svgSe eu for vencido neste combate, ele de nada me servirá. E, se eu for vitorioso, muitos deles, belíssimos e excelentes, terei dos inimigos à minha disposição.Cquote2.svg
 Espártaco matou dois centuriões romanos que o enfrentava, os homens de crasso começou a montar um cerco sobre os homens de Espártaco e sendo retalhados apesar de Crasso, ter feito uma boa performance na guerra concluído bem seu dever como comandante o merito ficou a Pompeu, apesar de  Crasso ter derrotado Espártaco e seus homens e  " arrancou a raíz" dessa guerra. Pompeu teve assim entrada triunfal em Roma, por haver vencido Sertório e reconquistado a Hispânia. A Crasso foi-lhe concedida uma ovação após a sua vitória. Não recebeu um triunfo por ter sido ganha contra escravos, mas o senado permitu-lhe portar a coroa de loureiro em vez da de mirto, considerando a importância desta vitória.


Crasso puniu os que sobreviveram à sua investida contra Espártaco, mandando crucificar 6000 revoltosos ao longo da Via Ápia (de Cápua até Roma).

sábado, 15 de janeiro de 2011

Guerra de Troia a realidade e o mito!

A Guerra de Troia, têm  fascinados as pessoas, mas vou contar os dois lados do conflito a realidade e a ficção pois bem então comecemos,


A Lenda: A versão mitológica da guerra está contida nos poemas épicos de Homero: a Ilíada e a Odisséia. Segundo essa versão, a guerra se deu quando os aqueus (os gregos da época micênica) atacaram Troia, para recuperar Helena, raptada por Páris.lenda conta que a deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Poseídon. Porém Prometeu fez uma profecia que o filho da deusa seria maior que seu pai, então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, tencionando enfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos foi Aquiles, e sua mãe, visando fortalecer sua natureza mortal, o mergulhou quando ainda bebê nas águas do mitológico rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para mergulhá-lo no rio (daí a expressão "calcanhar de Aquiles", significando ponto vulnerável). Aquiles se torna o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda é mortal. Mais tarde, sua mãe profetisa que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, porém ser logo esquecido. Aquiles escolhe a glória.

Em Troia, uma jovem da família real despertou o desejo de Hélio. Ele se aproximou dela e disse que se eles tivessem relações ele a daria o poder de clarividência. A jovem aceitou, e logo após dele a dar o dom, ela fugiu sem cumprir seu trato. Hélio por sua vez fez com que ninguém acreditasse em suas visões. Ao nascimento de um herdeiro de Príamo, um oráculo previu que o mesmo colocaria fogo em Tróia, por isso o jogo na floresta. Ele foi acolhido por camponeses.
Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, menos Éris (ou Discórdia). Ofendida, a deusa compareceu invisível e deixou à mesa uma maçã de ouro (também conhecida como Maçã da Discórdia com a inscrição "À mais bela". As deusas Hera, Atena Afrodite disputaram a maçã. Zeus não quis ser o juiz, para não descontentar duas das deusas, então ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo criado como um pastor ali perto, resolvesse a disputa. Para ganhar o título de "mais bela", Atena ofereceu a Páris poder na batalha e sabedoria, Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo. Páris deu a maçã à Afrodite, ganhando sua proteção e o ódio das outras duas deusas contra si e contra Troia.
A mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e de Leda, esposa de Menelau, rei de Esparta, que a conquistara disputando contra vários outros reis pretendentes com a ajuda de Ulisses (Odisseu) rei de Ítaca e Agamênon rei supremo de Micenas e de toda a Grécia, tendo todos jurado lealdade ao marido de Helena e sempre protegê-la, qualquer que fosse o vencedor da disputa.
Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Troia, enfurecendo Menelau. Este foi pedir ajuda a seu irmão que a conselho de Nestor(rei de Pilos), um de seus conselheiros, apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamenon então assumiu o comando de um exército de mil navios e atravessou o mar Egeu para atacar Tróia sub o auxílio de Ulísses (que fingiu-se de louco para não ir a guerra sabendo que se partisse passaria 20 anos sem regressar a seu reino), levando consigo grandes Guerreiros como Aquiles, Ajax, o pequeno Ajax, Diomedes, Idomeneu entre outros. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Tróia e iniciaram um cerco que iria durar dez anos e custaria a vida a muitos heróis de ambos os lados. Dois dos mais notáveis heróis a perderem a vida na guerra de Tróia foram Heitor(que foi morto por Aquiles por vingança por ter matado seu amante Pátroclo) e Aquiles. Muitas batalhas aconteceram, uma delas foi entre Páris e Menelau, onde Menelau matou Páris sem piedade.

Finalmente, a cidade foi tomada graças ao artifício concebido por Odisseu (Ulisses): fingindo terem desistido da guerra, os gregos embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos decidiram levar para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória, apesar das advertências de Cassandra. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, que se escondiam dentro da estrutura oca de madeira do cavalo, saíram e abriram os portões para que todo o exército (cujos navios haviam retornado, secretamente, à praia), invadisse a cidade.
Apanhados de surpresa, os troianos foram vencidos e a cidade incendiada. As mulheres (inclusive a rainha Hécuba, a princesa Cassandra e Andrômaca, viúva de Heitor) foram escravizadas. O rei Príamo e a maioria dos homens foram mortos (um dos poucos sobreviventes foi Eneias, príncipe de Lirnesso que fugiu de Troia carregado seu pai Anchises, já idoso, sobre os ombros).
E assim, Menelau recuperou sua esposa, Helena (tendo matado Dêifobo, com quem ela se casara, após a morte de Páris), e levou-a de volta a Esparta. Agamênon foi morto por sua esposa que lhe roubou o trono e Odisseu como profetizado passou com o fim da guerra(que durou dez anos) mais dez anos vagando pelo mar, até chegar a Ítaca vestido de mendigo para provar a fidelidade de Penélope sua esposa, que estava cheia de pretendentes ao casamento e consequentemente ao trono, porem ela os enganara durante 20 anos até o retorno de seu marido que ao descobrir tudo o que se passou em sua ausência, matou seus inimigos com a ajuda de seu filho.


A realidade : na realidade, é bem diferente do mito, em primeiro lugar, Esparta, não existia, na época que aconteceu o conflito ela só fez a surgir no século 9º a.C, fundado por decentes dos dórios, na lacedamônia,

Carruagem de Guerra Hatti ou Hitita, hoje se acredita que Troia tenha sido apenas uma cidade- vassalo do Império Hitita 

Carruagem de Guerra Micênica
Provável aparência de um soldado micênico, durante a suposta Guerra de Troia (1250- 1240 a.C)
e segundo que a Grécia Antiga, nem existia. ainda na época do conflito, na verdade o que existia de fato, era um grupo de cidades-estado da Idade do Bronze, liderada por uma "cidade- líder" chamada  Micênas, (isto porque a existia uma civilização chamada Civilização Micênica. alguns estudiosos afirmam que homero nunca existiu, que na verdade quem fez a Iliada (isto é  de Ilíon, nome grego de Troia, ou Ilium, em latim, cuja esta denominação aparece pela primeira vez na obra da Eneida, do poeta romano Publius Vergilius Maro, ou simplesmente Virgílio. )  e a Odisseia (por causado personagem grego ou micênico  chamado Odisseu), o que aconteceu foi que um grupo de poeta anônimos se reuniu, para fazer dois poesias que contassem a história anterior a Grécia Antiga. na época havia um Império chamado Império Hitita, cujo os mesmo se autodenominam, Hatti. cuja capital era Hattusa ou Hattusha, era a unica civilização do Oriente próximo, na época da Guerra de Troia a se encontrar na Idade do Ferro, sendo a maioria estava na Idade do Bronze. o que aconteceu é Troia, na era diferente das outras cidades pré-gregas, também se encontrava na Idade do Bronze, e se localizava na costa da atual Turquia, após a Batalha de Kadesh (1275 a.C), contra o Egito de Ramses II, a confederação de Assuwa, rompeu, sua aliança com os hititas em 1230 a.C, uma campanha punitiva do rei Tudhalia IV (1240-1210 a.C) mas sob o reinado de Arnuwanda III (1210-1205 a.C) os hititas foram obrigados a abandonar as terras que controlavam na costa do Egeu, abrindo espaço na invasores além-mar, nesse caso a Guerra de Troia teria sido um ataque de Ahhiyawa (acaia) contra a cidade de Wilusa ou truwisa (nome hitita para Troia) e seus aliados  da confederação de Assuwa  Os trabalhos dos historiadores Moses Finley e Milman Parry procuraram associar a Guerra de Troia com um amplo fluxo migratório micênico, decorrente da invasão dos Dórios no Peloponeso. Poderia também haver uma correlação com o ataque ao Egito pelos "povos do mar", nos tempos do faraó Ramsés III. Mas a duvida sobre a Guerra de Troia ter existido, principalmente o cavalo de Troia, que na prática não existe indícios arqueológicos que comprovem sua existência. Embora Heinrich Schilemann, tivesse encontrado Troia (não uma mas várias camadas), que camada representa uma cidade são nove camadas então nove cidades, a primeira data de 3000 - 2.600 a.C, e a ultima data do primeiro século a.C, não a comprovação histórica que o conflito teria ocorrido.
Conclusão:   A maioria de gregos clássicos admitia que a Guerra de Troia era um evento histórico, embora muitos entendessem que os poemas homéricos continham vários exageros. Por exemplo, o historiador Tucídides, conhecido por seu espírito crítico, considerava-a um evento real, mas duvidava que os gregos houvessem mobilizado a quantidade de navios (mais de mil) mencionada por Homero (personagem fictício inventado pelos gregos), Ao longo do século XX, tentou-se tirar conclusões baseadas em textos hititas e egípcios, que datam da provável época da guerra. Arquivos hititas, como as Cartas de Tawagalawa, mencionam o reino de Ahhiyawa (Acaia ou Grécia), que se localizava "além do mar" (Egeu) e controlava a cidade de Milliwanda, identificada como Mileto. Igualmente é mencionado, nesses e em outros documentos, a Confederação de Assuwa, uma liga composta por 22 cidades, uma das quais, Wilusa (Ilios ou Ilium), pode ter sido Troia. Em um tratado datado de1280 a.C., o rei de Wilusa é chamado de Alaksandu, ou seja, Alexandre, que é o outro nome pelo qual Páris é referido na Ilíada. Por volta de 1870, na Europa, os estudiosos da Antiguidade eram concordes em considerar as narrativas homéricas absolutamente lendárias. Segundo eles, a guerra jamais ocorrera e Troia nunca existira. Mas quando o alemão Heinrich Schliemann (um apaixonado pelas obras de Homero) descobriu as ruínas de Troia e de Micenas, foi preciso reformular esses conceitos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Invasões Holandesas - a expulsão dos Germânicos do Brasil


Mapa das Invasões Holandesas
Gravura neerlandesa mostrando o cerco a Olinda em 1630.




Nossa História Começa com a Guerra dos Oitenta Anos, no qual o Países Baixos (chamado de forma incorreta de Holanda), conquistou sua Independência em relação ao Reino da Espanha, os neerlandeses vieram para o Brasil Colônia, com o Objetivo de gerar lucro para a nova nação europeia, principalmente desenvolver a economia açucareira no Nordeste do país, assim formando uma esfera de influência econômica no Brasil que ficou conhecido como Brasil Holandês. para isso foi fundada a WIC (companhia de Comércio das Índias Ocidentais) que em neerlandês é West-Indische  Compagnie daí a abreviação ser WIC), com a indepêndencia dos Países Baixos, os Espanhóis, fizeram um embargo econômico e político,  no qual a Holanda, não podia realizar atividades comerciais com nenhum porto ibérico ou de origem ibérica, com precisamos entender que isso ocorreu no contexto da União Ibérica então o Reino de Portugal, foi obrigado a adotar a mesma política tanto em Portugal quando no Brasil Colônia, daí os holandeses serem forçados a invadirem

Antecedentes:  O conflito iniciou-se no contexto da chamada Dinastia Filipina (União Ibérica, no Brasil), período entre 1580 e 1640, quando Portugal e suas colônias estiveram inscritos entre os domínios da Coroa da Espanha.


À época, os holandeses lutavam pela sua emancipação do domínio espanhol, vindo a ser proclamada, em 1581, a República das Províncias Unidas, com sede em Amsterdã, separando-se da Espanha.
Uma das medidas adotadas por Filipe II de Espanha em represália, foi a proibição do comércio espanhol com os seus portos, o que afetava diretamente o comércio do açúcar do Brasil, onde os holandeses eram tradicionais investidores na agro-manufatura açucareira e onde possuíam pesadas inversões de capital.
Diante dessa restrição, os holandeses voltaram-se para o comércio no Oceano Índico, vindo a constituir a Companhia Holandesa das Índias Orientais (1602), que passava a ter o monopólio do comércio oriental, o que garantia a lucratividade da empresa.
O sucesso dessa experiência levou à fundação da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (1621), a quem os Estados Gerais (seu órgão político supremo) concederam o monopólio do tráfico e do comércio de escravos, por vinte e quatro anos, na América e na África. O maior objetivo da nova Companhia, entretanto, era retomar o comércio do açúcar produzido na Região Nordeste do Brasil. 

A invasão de Olinda e Recife (1630-1654)

O enorme gasto com a fracassada invasão às terras da Bahia foi recuperado quatro anos mais tarde, num audacioso ato de corso quando, no mar do Caribe, o Almirante Piet Heyn, a serviço da W.I.C., interceptou e saqueou a frota espanhola que transportava o carregamento anual de prata extraída nas colônias americanas.
De posse desses recursos, os neerlandeses armaram nova expedição, desta vez contra um alvo menos defendido, mas também lucrativo, na região Nordeste do Brasil. O seu objetivo declarado era o de restaurar o comércio do açúcar com os Países Baixos, proibido pela Coroa da Espanha. Uma nova esquadra, com 64 navios e 3.800 homens, investirá agora sobre a capitania de Pernambuco onde, em Fevereiro de 1630, conquistam Olinda e depois Recife. Com a vitória, as forças neerlandesas foram reforçadas por um efetivo de mais 6.000 homens, enviado da Europa para assegurar a posse da conquista.


A resistência
A resistência, liderada por Matias de Albuquerque, concentrou-se no Arraial do Bom Jesus, nos arredores do Recife. Através de táticas indígenas de combate (campanha de guerrilhas), confinou o invasor às fortificações no perímetro urbano de Olinda e seu porto, Recife.
As chamadas "companhias de emboscada" eram pequenos grupos de dez a quarenta homens, com alta mobilidade, que atacavam de surpresa os neerlandeses e se retiravam em velocidade, reagrupando-se para novos combates.
Entretanto, com o tempo, alguns senhores de engenho de cana-de-açúcar aceitaram a administração da Companhia das Índias Ocidentais por entenderem que uma injeção de capital e uma administração mais liberal auxiliariam o desenvolvimento dos seus negócios. O seu melhor representante foi Domingos Fernandes Calabar, considerado historiograficamente como um traidor ao apoiar as forças de ocupação e a administração neerlandesa.
Destacaram-se nesta fase de resistência luso-brasileira líderes militares como Martim Soares Moreno, Antônio Felipe CamarãoHenrique Dias e Francisco Rebelo (o Rebelinho).
Com a invasão da Paraíba (1634) e as conquistas do Arraial do Bom Jesus e do cabo de Santo Agostinho (1635), as forças comandadas por Matias de Albuquerque entraram em colapso e se viram forçadas a recuar na direção do rio São Francisco. Foram personagens importantes nesse contexto Domingos Fernandes Calabar e o coronel Crestofle d'Artischau Arciszewski.

Consequências

Em consequência das invasões à Região Nordeste do Brasil, o capital neerlandês passou a dominar todas as etapas da produção de açúcar, do plantio da cana-de-açúcar ao refino e distribuição. Com o controle do mercado fornecedor de escravos africanos, passou a investir na região das Antilhas. O açúcar produzido nessa região tinha um menor custo de produção devido, entre outros, à isenção de impostos sobre a mão-de-obra (tributada pela Coroa Portuguesa) e ao menor custo de transporte. Sem capitais para investir, com dificuldades para aquisição de mão-de-obra e sem dominar o processo de refino e distribuição, o açúcar português não conseguiu concorrer no mercado internacional, mergulhando a economia do Brasil (e a de Portugal) numa crise que atravessaria a segunda metade do século XVII até a descoberta de ouro nas Minas Gerais.
Sete anos após a capitulação do Campo do Taborda (1654), Portugal cedeu aos Países Baixos o Ceilão (atual Sri Lanka) e as ilhas Molucas, a título de compensação, além de pagar quantia indenizatória.
A herança das invasões holandesas no Brasil vai além da influência na economia. Pesquisas genéticas recentes feitas por um conceituado laboratório brasileiro indicam que entre nordestinos brancos há um excesso na distribuição de certos marcadores genéticos do cromossomo Y (de herança paterna) que poderia ser devido à presença holandesa. Em 1661, é assinado o Tratado de Haia, pelo qual a República Holandesa reconheceu a soberania portuguesa sobre o Nordeste brasileiro.